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A entrevista devolutiva na avaliação psicológica foi tema de debate no CRP-MG
 
Postado em 6/7/2017

O Psicologia em Foco desta quarta-feira, 5/7, trouxe o tema “Entrevista de devolução organizacional e do trânsito”. Participaram da discussão, Rebecca Lopes, psicóloga e doutora em Avaliação Psicológica, e Tatiane Bacelar, psicóloga e diretora da Associação Profissional de Clínicas de Psicologia e Medicina do Trânsito de Minas Gerais. A mediação foi realizada pelo psicólogo Délcio Guimarães, coordenador da Comissão de Avaliação Psicológica do CRP-MG. Veja o registro do debate.

Entrevista de devolução organizacional – A professora Rebecca Lopes citou fatores externos que influenciam no processo de avaliação psicológica, como a falta de tempo, as várias tarefas diárias e a crise econômica, entre outros. Segundo ela, esses aspectos devem ser considerados no processo e principalmente da entrevista de devolução.

Rebecca Lopes explicou que atualmente muitas empresas fazem a solicitação da avaliação psicológica, não somente para um processo seletivo, mas também para processos internos, como estudo de perfil de grupo e remanejamento de equipe. Neste contexto de demandas do mercado, Rebecca Lopes enfatizou a importância da entrevista de devolução no processo de avaliação psicológica. “É um momento de questionar os resultados da avaliação com uma linguagem adequada, de forma contextualizada, pois a avaliação e a entrevista reúnem informações de diferentes naturezas”, esclareceu a psicóloga.
 
Entrevista de devolução do trânsito – A psicóloga Tatiane Bacelar contou a sua experiência no processo de avaliação psicológica no trânsito e citou a Resolução 007/2009, do Conselho Federal de Psicologia, para esclarecer a importância da entrevista de devolução que diz: “fica o psicólogo obrigado a realizar a entrevista devolutiva, apresentando de forma clara e objetiva, a todos os candidatos, o resultado de sua avaliação psicológica”.

Em consonância com a resolução, a psicóloga deu exemplos de como a falta de clareza, objetividade, acolhimento e entendimento dos testes de avaliação prejudicam no momento da entrevista devolutiva. “A (o) psicóloga(o) não pode simplesmente dizer que o sujeito deve fazer tantos riscos em uma folha, pois para esse futuro condutor, não faz sentido nenhum. Cabe a nós explicar com clareza o processo, entender o propósito dele”, explicou Tatiane Bacelar.